Entrevista: Rullyanne

Entrevista: Rullyanne

Rullyanne

Ela participou da segunda temporada do The Voice Brasil, todas as cadeiras viraram e quer mais?! Foi do time do Lulu Santos! A partir daí ninguém mais segurou a alagoana Rullyanne.

Dona de uma voz rouca e marcante, Rully tem como referência cantoras como Adele e Tina Turner.

Depois do reality musical a cantora vem conquistando cada vez mais admiradores se apresentando na noite paulistana.

Tive o prazer de bater um papo com a Rully, borá conferir!

 

Com quantos anos você decidiu que seria cantora?

Comecei a cantar bem cedo, sempre amei música.

Fiz meu primeiro show de calouros com nove anos de idade, com 12 meu professor de geografia me fez cantar na sala de aula foi assim que ele me ajudou a perder a timidez de cantar em público; e foi ele também que me ajudou a gravar o 1° cd.

 

The Voice! Você participou da segunda temporada. O que mudou na carreira depois do reality? Teve algum ponto negativo?

The Voice abriu muitas portas, fiz muitos amigos, fãs e até hoje colho os frutos por ter participado. Só pontos positivos.

 

Você está com um projeto inédito, lançando sua música autoral “Calafrios”. Conta um pouco sobre ele.

Esse projeto ta caminhando devagar. Calafrios foi feita por mim, mas tenho também outras músicas autorais; tenho um outro projeto com meu namorado de músicas autorais. Em breve será lançado também.

 

Carreira e família, como conciliar?

Não é fácil. Filho pequeno tem que ter muita disposição, comer muito bem e malhar muito rs.

A minha sorte é que meu namorado também é músico e entende muito bem essa correria rs.

 

O que toca no rádio da Rullyanne?

Eu ouço muito Adele, mas ouvimos aqui em casa Queen, Tina Turner etc. até para o meu bebê aprender rs.

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Formação em história + o gosto pelo folk =a Diego Schaun

Formação em história + o gosto pelo folk =a Diego Schaun

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O baiano de 26 anos é músico e escritor, tem três discos gravados; Carpe Diem (2010), Folk baiano (2011) e Mar de sal (2014).

Com um pé no folk e o outro no rock, o cantor é elogiado por nomes como Humberto Gessinger e Paulinho Moska.

Tive o prazer de conversar com o Diego. Bora Conferir!

O que o levou a enveredar para a música, já que é formado em história?

A música veio primeiro. Comecei a estudar piano com oito anos. Depois veio às cordas (violão, bandolim etc.) e acabei tendo que aprender a tocar violão por causa do seminário, fui seminarista durante três anos.

Foi quando conheci o Engenheiros do Hawai que decidi o que queria fazer da minha vida.

A História veio depois que sai do seminário, mas já era músico. Gosto de História não para lecionar, mas hobby mesmo. Ela me dá suporte para compor.

Na Bahia, sabemos que o cenário musical é bem diferente do seu estilo, o folk. Qual foi a maior dificuldade que teve em relação ao estilo musical?

Agora que no Brasil tem surgido a cena folk, mas na Bahia é bem contra a maré. Dificuldade tem todos os dias, mas isso é uma alegria porque se não tivesse dificuldade não teria graça.

Qualquer coisa que foge do padrão de música que está acostumado a ouvir nos paredões de som aqui na Bahia é chato. Mas gosto desse lance de desafio, me dá força.

Além do folk, qual o estilo que também te influencia?

Muita coisa me influencia. Ouço de tudo: RPM, Lulu Santos, A-ha, Dire Straits… (influências do meu pai), clássicos do rock, música clássica etc.

Paulinho Moska uma vez me disse, depois de ouvir meu disco Mentes conturbadas, que tinha a voz parecida com a do cantor Elliot Smith. Quando ouvi Elliot pensei: é esse tipo de som que quero fazer!

Em 2015 você lançou seu projeto autoral, Diego Schaun e os Marivaldos. Conta um pouco sobre ele.

Tenho um elo muito forte com meus dois avôs.

Vovô Luiz e vovô Marivaldo.

Para o vovô Luiz, quando era adolescente, escrevi um livro e dediquei a ele.

Já para o vovô Marivaldo nunca tinha feito nada. Quando ia fazer shows sentia falta de uma banda, tive a ideia de ter uma banda que me acompanhasse e coloquei o nome do meu vô.

Tentei escrever músicas para os Marivaldos, gravamos um single Sexta-feira, mas fugia muito do que estava acostumado a fazer e não me sentia a vontade, mas não existe um trabalho separado, Diego Schaun e Diego Schaun e os Marivaldos.

Três músicas chave em sua vida

Tomorrow tomorrow_ Elliot Smith

Early morning – A-Ha

Cidade em chamas _Engenheiros do Hawai

E colocaria uma quarta que é Clothes of sand – Nick Drake

 

 

A balada de um homem comum

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Llewyn Davis (Oscar Isaac) é um cantor e compositor que sonha em viver da sua música. Com o violão nas costas, ele migra de um lugar para o outro na Nova York dos anos 60, sempre vivendo de favor na casa de amigos e outros artistas. Talentoso, mas sem se preocupar muito com o futuro, ele incomoda a amiga Jean Berkey (Carey Mulligan), que vive uma relação com outro músico, Jim (Justin Timberlake). Nem um pouco confiável, Davis se depara com a oportunidade de viajar na companhia de um consagrado e desagradável artista, Roland (John Goodman), mas nem tudo vai acabar bem nesta nova jornada.

A trilha sonora é simplesmente linda.

Vale demais ver e ouvir.

O trabalho “A balada de um homem comum” é dirigido pelos irmãos Cohen.

Confira entrevista com Gabriel Guedes, filho de Beto Guedes

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Ele é piloto de avião, luthier e músico. Toca piano, guitarra, baixo, bateria, cítara, flauta e violino. Ele é nada mais nada menos que o filho de Beto Guedes!

Gabriel Guedes (ou Xexéu para os amigos) é um músico completo. Com influências dos clubeiros, passeia pelos mais variados estilos musicais: choro, valsa, rumba, etc.

Em 2004 gravou um disco interpretando os chorinhos de Godofredo Guedes, seu avô. O disco é intitulado de Choros de Godofredo é, particularmente, lindo!

Seu último trabalho é totalmente autoral.

Tive um dedo de prosa com o Gabriel. Bora dar uma conferida?

1 – Já sabemos que o talento vem de família. Além do seu pai, quais as suas principais influências?
Desde criança tive muita influência de músicas do meu avô (Godofredo Guedes), música erudita e Beatles.

Quando fiz 18 anos conheci o rock progressivo. Em 2003/2004 entrei “numa” de chorinho. (risos)

2 – É fato! Minas Gerais é o berço de grandes nomes da música brasileira. Hoje, quem você citaria como um dos principais nomes da sua geração?

Atualmente, uma  referência da minha geração é Clayton Prosperi, de Três Pontas. Ele é professor de piano, maestro, arranjador e compositor.

3 – Me conta sobre seu último trabalho.

Meu último trabalho foi um disco autoral que reúne (digamos) minhas primeiras músicas. Um disco independente que demorou 3 anos para ser gravado, por ser independente. Um trabalho que foi uma honra ter feito. As composições são bem aquilo mesmo que gosto de fazer. Agora, estou preparando um segundo disco que será todo instrumental. Pretendo lançar ano que vem.

4 – Você tem um laço estreito com os Hare Krishnas. Já pensou em fazer um disco inspirado em Ravi Shankar?
Tenho uma ideia de fazer um disco em homenagem ao Clube da Esquina, só usando instrumentos indianos.

5 – Planos futuros?

Penso em reabrir uma oficina maior para construção de instrumentos.

Penso também em ter um carro (caminhonete) que possa servir de palco, bar, cinema, etc., para levar cultura às cidades. Uma coisa cultural ambulante. (risos)

Entrevista Ooks of Hazzard

Ooks of hazzard

Há um tempo conheci a banda Ooks of Hazzard e me apaixonei no mesmo instante.

Um som encantador que nunca esperaria ouvir nos ukuleles, com releituras de bandas conhecidas e músicas autorais o Ooks nos faz viajar com a docilidade das cordas.

Formada em 2010, a banda de Los Angeles conta com integrantes de garbo e elegância: Charlie Diaz – Vocais, Tenor Uke/Patrick Hildebrand – Vocais, Tenor (baixo G) e barítono Ukes/ Ed Marshall – Tenor Uke/ Rick Torres – Bass Uke/Nick Deane – Vocais, Tenor (baixo G) Uke/ Sam Morrow – Vocais, barítono Uke/ Matt Tecu – Bateria /Anthony minúsculo Biuso – Bateria/Patrick Murphy – Cajon/Mrs.Hobbs – Vocais, Acordeon.

Recentemente a banda esteve em turnê pela Inglaterra, os shows estão disponíveis no site da banda  http://theooks.com/

Eu tive o privilégio de entrevistar o Ed Marshall do Ooks. Em primeira mão, diretamente de Los Angeles para o Café com cultura.

 

Quem foi o responsável por começar a banda?

O ooks foi iniciada por Charlie Diaz, Patrick Hildebrand, e Ed Marshall em 2010. Nós encontramos outros amigos para fazer parte da banda em nossa jornada para se divertir e para nossa surpresa acabamos fazendo as pessoas felizes.

 

A banda  tem lindas performances de cover songs como Creep do Radiohead, Purple rain do Price entre outras.  Vocês tem músicas autorais?

Sim, O Ooks tem 4 canções originais em nosso primeiro CD intitulado The Ooks of Hazzard essa canções são: Waiting,Smile like a baby, Tumbleweed e Tyrusian Lullaby. Temos também um novo álbum com  composições em sua maioria originais e alguns covers que você não esperaria ouvir de um ukulele

 

Quais as principais influências da banda?

Uma vez que todos nós temos influências individuais e cada um tem sua canção individual na banda. Como um grupo nós trazemos a diversidade musical para a banda.

Uma vez que todos nós temos influências individuais e cada um tem sua canção individual na banda. Como um grupo nós trazemos a diversidade musical para a banda.

Charlie é mais country rock

Patrick Hildebrand é mais eclético em seus estilos englobando rock, funk e soul. Ele também tem alunos e ensina a eles esses diferente esitlos musicais. Sam Morrow é cantor e compositor, trás algo dos países do ocidente.

Rick Torres, nosso baixista, vem do Havaí e passou anos tocando Ska music e música eletrônica.

Ed Marshall passou anos tocando rock, jazz, blues e punk.

Estas são nossas influências mas nosso objetivo é fazer música a partir desses estilos que você não esperaria ouvir nos ukuleles.

 

Recentemente estiveram em uma turnê pela Inglaterra. Como foi tocar lá?

Nós voltamos da Inglaterra tem 3 semanas. As pessoas de lá são boas e amam sair, ouvir música e apoiar os artistas. A turnê foi um grande sucesso porque fomos capazes de entreter as pessoas que amam a nossa música e mostramos nosso estilo de ukulele para as pessoas que achavam que o instrumento não era tão sério, e só usamos ukuleles e vocais.

Tivemos um grande momento e fomos convidados para voltar em diversos festivais no próximo verão.

 

Vocês conhecem alguma coisa de música brasileira?

Sabemos um pouco sobre música brasileira. Em Los Angeles, estamos expostos a Bossa Nova e sambas de artistas como João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Sabemos, também, do Sepultura e Mallu Magalhães.

Desde que o rádio passou de um mercado de escuta local para a internet global, mais pessoas serão capazes de ouvir uma maior variedade de música brasileira aqui nos Estados Unidos. O único problema é que o ouvinte tem que procurá-lo. Onde nos dias de rádio local, você tem sempre alguém expondo-lhe todos os tipos de música.

 

Qual a possibilidade de um dia o Ooks of Hazzard tocar aqui no Brasil?

O Ooks amaria ir ao Brasil para tocar. Esperamos algum dia, breve, nós poderemos ter a oportunidade de tocar ai.

 

Aqui vão 2 links recente do  festival em  Nottingham England

tomorrow at Southwell

 

 

cant let go at southwell

 

 

 

 

 

 

Francis Rosa

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Cantor e compositor de Joanópolis, Francis Rosa é um apaixonado pela Serra da Mantiqueira.
Dono de uma voz marcante, é acompanhado por músicos de garbo e elegância como Paulo Garcia (baixo e vocais), Jonas Barroso (violão e vocais), Rafael Henrique (cello), Gel Oliveira (percuteria) e Rafael Schimidt (violão e vocais).

Lança neste mês de julho o DVD com a participação mais que especial de Zé Geraldo. Vale conferir a música o Jeito desse meu lugar, que está disponível na internet. Bora conferir nossa prosa!

Entrevista Francis Rosa

1- Compor não é tão simples como parece. Qual é a principal dificuldade de um compositor?
Eu acho que a composição é meio que um enigma. Pra mim, geralmente a música já vem pronta, com letras e arranjos. Eu não penso apenas na linha vocálica, não penso só na melodia, mas penso nos instrumentos que estarão envolvidos. Consigo construir música como um todo, quando a inspiração vem, ela já vem pronta. Eu acho que a maior dificuldade para um compositor é dar o sentido que ele quer para a canção. Fácil você se propor a escrever uma música sobre amor e forçadamente você faz, mas existe a possibilidade de não ficar legal. Agora, quando a inspiração vem e você já sabe o que vai falar, aí as coisas fluem naturalmente. Você estar no momento certo, na hora certa pra música chegar e soltar a canção como ela deve ser.
2- Um ícone musical que te inspira?

Tenho uma lista dos 15 artistas que mais me influencia. Entre eles estão: Almir Sater, Pearl Jam, Neil Young, Zé Geraldo, Renato Teixeira, REM, etc. Tem alguns nomes que não posso deixar de citar como Tuia, Silvio Garcia, Rafael Schimidt, pessoas que mostram que fazer música é importante.
3- Jeito desse meu lugar é o mais novo disco. Ele é todo autoral ou tem parcerias?

Jeito desse meu lugar foi escrito para coroar uma parceria minha com Hamilton Micca Griecco. Fiz algumas musicas para gravar com o Hamilton, um grande ídolo meu. A canção que dá nome ao disco é uma parceria minha com Paulo Garcia. Tem também uma canção do Rui Ventura, compositor português, a música Tempo negro e uma parceria com Rafael Schimidt, Deixa o céu nos embalar. As outras canções são todas autorais.
4- Folk, rock rural … Essas sempre foram as vertentes que fizeram você se interessar por música?
Não tenho muita restrição em relação a gêneros musicais. O mais importante numa canção é que ela me emocione. Embora folk e rock rural sejam influências diretas, como Bob Dylan, Cat Stevens, Neil Young …eu gosto muito de chamamé, rock e rock nacional.
5- Neste mês (julho) você lança seu DVD com a ilustre participação do Zé Geraldo. O que temos nessa junção?
É a junção de dois artistas que olham para o mesmo lado. Zé Geraldo sempre foi um ídolo, vê-lo hoje no palco comigo, cantando minhas musicas é uma emoção indescritível. Um dvd carregado de música que tem como principal objetivo acertar o coração das pessoas.

Entrevista Jonavo

Entrevista Jonavo

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“Porra, é isso! Eu comecei querendo ser ela. No dia seguinte fui cortar o cabelo igual o dela”.  (Jonavo em relação a sua principal influência, Cássia Eller).

Em um mix de Rolling Stones, Rita Lee, Cat Stevens, Cazuza… e claro, Cássia Eller, sai um som folk/rock contemporâneo.

De Campo Grande diretamente para São Paulo e de São Paulo exclusivamente para a coluna Café com cultura, apresento o cantor e compositor Jonavo.

Há quatro anos em São Paulo, o cantor faz parte dos projetos Folk na Kombi e Caravana folk, junto com novos nomes do folk brasileiro.

Casulo é o mais novo trabalho de Jonavo, que conta com a participação magistral de Renato Teixeira em “Musicando o vento”, que pode ser conferida na internet.

Bora conferir nossa prosa!

  1. Além de cantor e compositor, você também fez teatro. Com quantos anos descobriu todo esse talento?

Eu fiz teatro quando era criança porque eu queria ser humorista. Sempre fui o aparecido da turma que imitava todos os professores na escola.

Acho que a coisa da arte ta no sangue. Venho de uma família muito artística, então sempre ui muito incentivado.

 

  1. Jonavo, você faz parte de alguns projetos como, Folk na Kombi e Caravana folk. O seu trabalho solo tem alguma influência desses projetos ou é algo diferente?

Eu faço parte de uma galera que está se juntando aqui em  São Paulo pra mexer a cena de folk. A gente produz eventos, compõe juntos, abre espaços. As pessoas as vezes não fazem ideia do quanto é preciso juntar forças pra poder crescer. O Folk na Kombi é um projeto que ilustra isso, pois juntamos três artistas autorais e montamos uma banda só pra apresentar esse trabalho.

O Caravana já é algo que junta mais gente, ali são vários artistas que fazem esse encontro chamado Caravana. Nos dois projetos eu sou um pedaço que na soma faz as coisas acontecerem.

 

  1. O que você ouve atualmente?

Eu sempre ouço as mesmas coisas, Rolling Stones, Cat Stevens, Zé Ramalho…O último disco do Renato Teixeira e Almir Sater, tá lindo demais…

 

  1. E de repente uma viagem aos Estados Unidos acabou se tornando uma “mini turnê”. Conta como isso aconteceu.

Foi uma viagem incrível, passando por Nova York, Boston e Nashville. Eu tinha o sonho de conhecer esses lugares e aproveitei pra fazer um Rolê musical. Consegui lugares pra tocar, toquei nas ruas e no metrô. Tudo isso da pra ver na web série que eu fiz “As viagens de Jonavo”, já está disponível na internet.

  1. Casulo, é o seu novo trabalho, traz a participação do Renato Teixeira na música “Musicando o vento”. É um trabalho 100% autoral ou conta com parcerias?

Então, esse disco vem sendo construído desde que me mudei de Campo Grande pra São Paulo. Logo que cheguei fui morar em um apartamento bem pequeno na Liberdade e lá foi o lugar onde eu compus a maior parte das músicas desse disco.

Um projeto que está sendo desenhado com calma por mim e pelo produtor Wlajones Carvalho.

A participação do Renato Teixeira veio abençoar esse momento da minha história.

A música é a primeira que soltamos do projeto, quando fiz a música já pensei na voz dele cantando e, quando cantei foi realmente muito emocionante. Mas vem muito mais por aí.

 

  1. Quando teremos o prazer de ouvir Casulo?

Estamos terminando o disco mas por conta de todos os outros projetos que estou envolvido, ele está aguardando a melhor hora pra ser lançado. Mas já não aguento mais de ansiedade.

 

  1. Uma dica musical por Fernando Jonavo.

Sem dúvida o disco Ar de Almir e Renato. Uma obra prima!

Conheça Folk na Kombi

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Conheça Folk na Kombi

 

Se uma Kombi vermelha com três músicos parar na sua rua…. fiquei atento! Você corre o sério risco de se encantar e não querer mais que ela vá embora!

A banda Folk na Kombi faz literalmente jus ao nome. Guiada por Bezão, Felipe Camara e Jonavo, está na estrada desde 2013.

O veículo que antes servia apenas como transporte, hoje também é palco desses artistas folkianos, ou melhor, do folk brasileiro.

A doce simplicidade das letras e a sofisticação contagiante do ritmo nos transporta para uma outra dimensão, bem longe da poluição sonora que adoece os ouvidos.

Esse ano a banda lança seu primeiro DVD especial ‘’Folk na Kombi’’, (que também está disponível no site da banda).

Simplicidade, sofisticação e muita música boa.

Tive o prazer de conversar com os folkianos. Bora Conferir!

 

Entrevista Folk na Kombi

 

  1. Como e quando surgiu a ideia do folk na Kombi?

 

O folk na kombi surgiu da necessidade de divulgar o gênero folk no país. Além de sermos três amigos com suas carreiras individuais, sentimos a necessidade de colocar isso tudo na kombi e sair tocando. Um projeto independente que começou a agregar muita gente em volta dele. O Folk na kombi representa esse coletivo e essa vontade de fazer música com amigos.

 

  1. Folk é um estilo diferente do que estamos acostumados no cenário musical brasileiro. Qual a dificuldade que vocês sentem em relação a isso?

 

Existem os otimistas e os pessimistas, para esses, seria um problema o povo não conhecer ou não estar acostumado com o estilo, mas para nós (otimistas), vemos que pelo mesmo motivo, temos um leque imenso de oportunidades. Mas é até por ser pouco difundido que a gente se apega ao desafio e a novidade. Talvez seja mais legal falar de um assunto pouco explorado.

 

  1. Bob Dylan, Simon e Garfunkel, James Taylor… são os nomes mais conhecidos e influentes do folk. Quem mais vocês citariam?

 

Crosby, Stills and Nash, Neil Young, Joan Baez, Johnny Cash, Renato Teixeira, Almir Sater, Zé Geraldo, Sá, Rodrix e Guarabyra e muitos outros…

 

  1. Além do folk, quais outros estilos musicais influenciam a banda?

 

Vários estilos nos influenciam, o Rock, o sertanejo de raiz, algumas coisas do Pop, a MPB, o Blues, as Guaranias Paraguaias.

 

  1. Folk na Kombi está lançando o primeiro DVD. Conta um pouco sobre a ideia o show.

 

O show do Folk na kombi presta uma reverência aos nossos ídolos, dialoga com os nossos trabalhos solo (Bezao, felipeCamara e Jonavo) e tem um 3º elemento que é a identidade criada para o projeto. O DVD é um filme de música, bem diferente de um DVD apenas de show. Um projeto ousado e feito com muita dedicação e que conta essa história de três amigos loucos pelo que fazem e toda a energia ao redor.

 

  1. O que podemos esperar para 2016?

 

Muito show do Folk na Kombi! Queremos estacionar nossa Kombi em cada canto do país!

 

Uma boa dica de filme para hoje, Dia do Autismo, é “Temple Grandin”, baseado em uma história real

Confira a dica da Patrícia da Redação do Portal Serra da Mantiqueira..

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O filme conta sobre Temple Grandin que hoje é professora de Ciência Animal da Universidade do estado do Colorado e especialista em manejo de bovinos, métodos de abate humanitário e bem-estar animal. Com as limitações do autismo, Temple dá lição de vida, de moral, de tudo para todos nós que deixamos ser limitados por coisas banais na nossa vida.

Temple é levada por sua mãe para a fazenda da tia, com o intuito de integrar a jovem com o campo, animais e consequentemente, um alívio aos pontos negativos que o autismo trazia para ela na cidade. A jovem era arredia com as pessoas, mas muito inteligente, começa a observar o modo como os trabalhadores lidam com o gado.

Ela cria uma máquina do abraço feito com tronco, parecido com o utilizado com gado. Temple não gosta de ser tocada pelas pessoas, mas busca proteção na máquina quando sente angústia e medo.

A autista descobre afinidade com planejamento, aritmética e geometria, e entra para a faculdade de engenharia. Um professor acredita no seu grande potencial e a incentiva para a área agropecuária.

Além de autista, Temple é mulher e por isso a dificuldade em fazer pesquisa nas fazendas era maior, porém, se veste de homem para entrar nas áreas frigoríficas e poder estudar os métodos utilizados. Após pesquisas e experimentos, ela desenvolve um projeto para o manejo do gado para chegar ao abate. Seu trabalho foi reconhecido no mundo todo.

Temple conta sua história em palestras e prova que o autismo não foi barreira para seus objetivos.

 

Dica de entretenimento da semana: Folk na Kombi

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A minha dica de entretenimento para esta semana é o DVD da banda Folk na Kombi.

Recém-saído do forno, aguarde o lançamento em breve! Porém você já pode espiar na íntegra no site da banda.

Saindo dos shows convencionais Bezão, Felipe Camara e Jonavo fazem o que podemos chamar de uma “festa de rua” ou como eles chamam, carinhosamente, de um filme de música.

Uma Kombi, os meninos e muitas histórias.

Um show deliciosamente adorável. Tenho certeza que muitos vão dividir comigo a vontade de estar ali, sentada na rua, ouvindo Folk na Kombi até amanhecer.

Com direção de Maria Silvia Siqueira Campos.

http://www.folknakombi.com.br/

Créditos da foto: Leo Neves