Café com Cultura deste mês traz entrevista com Wilson Teixeira

Por Rubia Santiago

wilson-Teixeira-jornal-serra-da-mantiqueiraDo folk contemporâneo à tradicional viola caipira, nesse mix perfeito encontramos Wilson Teixeira.

Com influências que passeiam por Cauby Peixoto, Tião Carreiro, James Taylor, Queen (só pra citar alguns), o cantor e compositor do interior de São Paulo, Avaré, nos brinda com seu cd recém- lançado Casa Aberta.

Segundo disco da carreira de Wilson; o primeiro ‘’Almanaque rural’’, tem como influência a viola de 10 cordas e temáticas regionais.

Casa Aberta ‘’é mais folk brasileiro’’, diz Wilson, que toca viola,ukelelê e piano no novo disco.

Recentemente o cantor esteve em São Francisco Xavier com o show autoral e repertório do seu novo cd.

Conversei um pouco com Wilson Teixeira. Bora conferir!

Em suas músicas pude perceber um mix de folk e música regional. Qual é a sua principal influência?

Cresci ouvindo muita música popular brasileira. Lá em casa se ouvia de tudo: de Cauby Peixoto, Tom Jobim passando por Tião Carreiro, Chitãozinho e Xororó, etc. Também ouvi muito rock , Pink Floyd, Queen. Tinha também Bob Dylan, James Taylor.

Lembro que eu adorava ouvir as versões de Pena Branca & Xavantinho pra canções da clássica MPB.

São muitas influências. Eu misturo a MPB com o som da viola.

O resultado acaba sendo esse som folk brasileiro.

Suas músicas são de sua autoria (e parceiros). Qual é a principal dificuldade de um compositor?

Talvez seja formação de público. Com a internet isso melhorou muito. Hoje é possível divulgar nas redes e chegar às pessoas.  Trabalhos autorais sempre demoram um pouco mais, a carreira vai sedimentando aos poucos. É um trabalho contínuo. O mais bacana da internet é conseguir ter o feedback do público de maneira quase instantânea. As pessoas ouvem e já comentam Cresci se gostaram, opinam. É uma via de mão dupla. Lancei meu primeiro vídeo clipe (Asas e Raízes) no Youtube (antes ele foi transmitido pelo Multishow) e recebi várias mensagens. Esse retorno do público faz tudo valer a pena.

O que difere ‘’Casa aberta’’, seu novo cd, do “Almanaque rural’’, lançado em 2007?

Casa Aberta tem elementos novos, é mais folk brasileiro. Além de tocar viola, toquei ukulelê, piano.  Teve um quarteto de cordas. Também tem o fato de ter gravado a maior parte do disco em casa, sem a pressão do estúdio. Estou mais à vontade com minha maneira de cantar, mais solto.

Foram sete anos para o lançamento do cd ‘’Casa aberta’’. Porque tanto tempo?

Queria lançar um álbum que fosse tão significativo quando o primeiro. E compor material pra um disco é demorado, não basta apenas juntar canções. Eu fui fazendo aos poucos. Também tem o fato que nesses sete anos viajei bastante, fiz muito show, conheci novos músicos, parceiros. Com certeza o próximo não demorará tanto tempo pra sair.

Você participa do projeto Quatro cantos, junto com outros violeiros. Conta um pouco sobre esse trabalho.

Temos feito shows juntos: Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Cláudio Lacerda e eu. Esse projeto é fruto da amizade e admiração que sentimos. Somos 4 músicos com personalidades e sonoridades bem diferentes e isso enriquece o show. Existe a possibilidade de gravarmos um DVD em breve. Estamos conversando sobre a ideia.

O que toca no rádio de Wilson Teixeira?

Tenho ouvido Roberta Campos, Gabriel Sater, Jeneci, Folk na Kombi, Nô Stopa, Renato Godá, etc.

Gosto muito dessa turma da minha geração.

Eles têm produzido muita coisa boa.

 

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