Este mês é a vez de conhecer a Banda Radical Chick

Por Rubia Santiago

radical chick

De Jundiaí diretamente para a Serra da Mantiqueira, a banda Radical Chick, formada no final de 2003, apresenta um repertório totalmente anos 80/90 de rock nacional, resgatando a essência, deixando sua marca. Tenho o prazer de apresentar: Rogério Censi – vocal, Japão – baixo, João Frateschi – guitarra e Murilo Martins – bateria.

 

De onde surgiu a ideia do nome, Radical Chick?

A banda surgiu no final de 2003 com a proposta de ser uma banda cover de Rock Nacional anos 80 e 90, e por conta disso, buscamos um nome que remetesse a essa época. Radical Chic foi um seriado da TV Globo no início dos anos 90 e achamos que teria tudo a ver com o que a banda buscava passar.

 

Em meio a tantos estilos musicais. Porque rock nacional anos 80/90?

Porque é o estilo e a verdade da banda, onde acreditamos ser a maior virtude de um artista, que é fazer e ser o que é de verdade. Quando o artista “escolhe” um estilo por conta de momento, comércio, etc., as coisas fogem da verdade e deixam de ser arte.

 

Qual a opinião da banda sobre o atual cenário musical brasileiro?

Para o nosso estilo a situação sempre vai se manter estável, pois marcou e ainda marca gerações. É muito fácil fazer um bom show e agradar o público tocando músicas de Barão Vermelho, Titãs, Paralamas, Legião, Ultraje, Lulu Santos, etc. Agora, nós vemos que têm outros estilos que são momentâneos, que vão de acordo com o momento, com a moda.

 

Uma pergunta bem clichê. O que vocês ouvem atualmente?

Nós gostamos de pop e rock, sempre ouvimos isso, inclusive sons internacionais que nos ajudam a agregar alguma coisa nova no nosso show. Ouvimos artistas e músicas desde os anos 60 até os dias de hoje. A banda é muito eclética em relação a isso, sendo importante para nos dar referências.

 

A banda tem composições próprias. Podemos esperar um show autoral da Radical Chick?

Sim. Em 2009 lançamos nosso primeiro álbum autoral, com 13 músicas inéditas. Em 2010 e 2011 lançamos mais 2 singles (Dose de Veneno, Vai Ser Diferente, respectivamente). Agora em 2016 vamos lançar mais um single inédito, que já começou a ser gravado, que inclusive deve ser lançado no aniversário de 12 anos da banda, em Abril.

Um show somente de músicas autorais não está ainda em nossos planos, mas caso apareça a oportunidade disso, com certeza iremos fazer.

 

Projetos para 2016?

Como falamos anteriormente, para este ano temos como principal objetivo lançar músicas autorais, com pensamentos e ideologias que a banda possui. Uma banda de rock precisa disso, precisa falar, precisa demonstrar sua opinião. Inclusive, esse próximo single será uma crítica política, por conta do atual momento que estamos passando no nosso país. E além disso é manter nossa agenda de shows atualizada e aumentar nosso raio de atuação.

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Café com Cultura deste mês traz entrevista com Wilson Teixeira

Por Rubia Santiago

wilson-Teixeira-jornal-serra-da-mantiqueiraDo folk contemporâneo à tradicional viola caipira, nesse mix perfeito encontramos Wilson Teixeira.

Com influências que passeiam por Cauby Peixoto, Tião Carreiro, James Taylor, Queen (só pra citar alguns), o cantor e compositor do interior de São Paulo, Avaré, nos brinda com seu cd recém- lançado Casa Aberta.

Segundo disco da carreira de Wilson; o primeiro ‘’Almanaque rural’’, tem como influência a viola de 10 cordas e temáticas regionais.

Casa Aberta ‘’é mais folk brasileiro’’, diz Wilson, que toca viola,ukelelê e piano no novo disco.

Recentemente o cantor esteve em São Francisco Xavier com o show autoral e repertório do seu novo cd.

Conversei um pouco com Wilson Teixeira. Bora conferir!

Em suas músicas pude perceber um mix de folk e música regional. Qual é a sua principal influência?

Cresci ouvindo muita música popular brasileira. Lá em casa se ouvia de tudo: de Cauby Peixoto, Tom Jobim passando por Tião Carreiro, Chitãozinho e Xororó, etc. Também ouvi muito rock , Pink Floyd, Queen. Tinha também Bob Dylan, James Taylor.

Lembro que eu adorava ouvir as versões de Pena Branca & Xavantinho pra canções da clássica MPB.

São muitas influências. Eu misturo a MPB com o som da viola.

O resultado acaba sendo esse som folk brasileiro.

Suas músicas são de sua autoria (e parceiros). Qual é a principal dificuldade de um compositor?

Talvez seja formação de público. Com a internet isso melhorou muito. Hoje é possível divulgar nas redes e chegar às pessoas.  Trabalhos autorais sempre demoram um pouco mais, a carreira vai sedimentando aos poucos. É um trabalho contínuo. O mais bacana da internet é conseguir ter o feedback do público de maneira quase instantânea. As pessoas ouvem e já comentam Cresci se gostaram, opinam. É uma via de mão dupla. Lancei meu primeiro vídeo clipe (Asas e Raízes) no Youtube (antes ele foi transmitido pelo Multishow) e recebi várias mensagens. Esse retorno do público faz tudo valer a pena.

O que difere ‘’Casa aberta’’, seu novo cd, do “Almanaque rural’’, lançado em 2007?

Casa Aberta tem elementos novos, é mais folk brasileiro. Além de tocar viola, toquei ukulelê, piano.  Teve um quarteto de cordas. Também tem o fato de ter gravado a maior parte do disco em casa, sem a pressão do estúdio. Estou mais à vontade com minha maneira de cantar, mais solto.

Foram sete anos para o lançamento do cd ‘’Casa aberta’’. Porque tanto tempo?

Queria lançar um álbum que fosse tão significativo quando o primeiro. E compor material pra um disco é demorado, não basta apenas juntar canções. Eu fui fazendo aos poucos. Também tem o fato que nesses sete anos viajei bastante, fiz muito show, conheci novos músicos, parceiros. Com certeza o próximo não demorará tanto tempo pra sair.

Você participa do projeto Quatro cantos, junto com outros violeiros. Conta um pouco sobre esse trabalho.

Temos feito shows juntos: Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Cláudio Lacerda e eu. Esse projeto é fruto da amizade e admiração que sentimos. Somos 4 músicos com personalidades e sonoridades bem diferentes e isso enriquece o show. Existe a possibilidade de gravarmos um DVD em breve. Estamos conversando sobre a ideia.

O que toca no rádio de Wilson Teixeira?

Tenho ouvido Roberta Campos, Gabriel Sater, Jeneci, Folk na Kombi, Nô Stopa, Renato Godá, etc.

Gosto muito dessa turma da minha geração.

Eles têm produzido muita coisa boa.